A atuação de Psicólogos (as) no cultivo de espaços coletivos no Judiciário: uma conversa com eira e à beira com pais e mães em disputa de guarda

Nome: YARA NASCIMENTO DE AGUIAR
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 19/11/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
JANAÍNA MARIANO CÉSAR Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
JANAÍNA MARIANO CÉSAR Orientador
LUZIANE DE ASSIS RUELA SIQUEIRA Examinador Interno
MARIA CRISTINA GONÇALVES VICENTIN Examinador Externo

Resumo: A atividade pericial tem um papel central nas atividades desempenhadas por
psicólogo/as no Judiciário. O fundamento que norteia essas práticas está correlacionado
a formas jurídicas advindas do jogo processual, da produção de provas e das noções
de verdade e conflito forjadas nesse campo. Adentrar as portas do Fórum com os
saberes da Psicologia continua sendo um desafio no encontro com os modos de operar
do Direito, pois que, em diversos momentos, interpelam ações de judicialização da vida,
regime de condutas, julgamento, criminalização e punição. Este trabalho de dissertação,
ao problematizar essa atuação, aponta caminhos para as famílias em situação de
separação conjugal, divórcio e/ou disputa de guarda, corroborando para que pais e
mães sejam protagonistas de seus processos de vida e construam redes de
solidariedade que permitam maior autonomia, não precisando transferir
necessariamente para a instância jurídica a decisão acerca da lide que vivenciam. Para
construir atividades diversas das perícias, a pesquisa construiu como possibilidade de
intervenção: a criação de espaços coletivos no Judiciário, por meio da experienciação
de dispositivos grupais, tais como oficinas de parentalidade e rodas de conversa. A
conversa surge como metodologia de pesquisa-trabalho por meio de encontros com
pais e mães que estão em processo judicial de guarda no Juizado de Família, de modo
que a criação de uma rede comunicacional e dialógica seja a porta de entrada e saída
para demandas que estavam perpassadas apenas por ações individualizantes
correlativas às avaliações psicológicas. Registramos os encontros em diário de campo,
a partir do qual produzimos de narrativas, matéria analítica do trabalho. Através de um
grupelho heterogêneo e plural, por lateralidade e movimentos cogestivos, houve
compartilhamento de experiências e a análise de questões pertinentes para as/os
participantes, ampliando também demandas coletivas e sociais. Dessa maneira,
entendemos que a pesquisa possibilitou um exercício ético, estético e político para o
trabalho com a Psicologia no Judiciário.
Palavras-chave: processos de trabalho – rodas de conversa – judicialização da vida –
convivência familiar

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