Ancoragem psicossocial e campo representacional: ciganidade entre população não cigana

Resumo: As representações sociais hegemônicas constituem-se como a unidade depositária dos elementos largamente compartilhados, caracteristicamente estáveis e salientes, acerca de determinado objeto social. Um de seus efeitos é a difusão de estereótipos estigmatizantes e a manutenção de práticas excludentes relacionadas a determinados grupos e categorias sociais, o que se aplica ao povo cigano. Marcados pela exclusão, intolerância, injustiças e preconceitos que os castigam há séculos, os ciganos chegaram ao Brasil no início de sua colonização; todavia, sabemos ainda muito pouco sobre como realmente vivem as comunidades ciganas em território brasileiro. Com base na Teoria das Representações Sociais, o presente trabalho tem como objetivo investigar a elaboração do objeto ‘cigano’ presente no imaginário social de não ciganos do Estado do Espírito Santo. Para o tratamento dos corpora de dados serão utilizados os softwares SPAD-T e ALCESTE e Análise de Conteúdo Categorial Temática, segundo os objetivos do estudo e a natureza dos dados em análise. Espera-se que os resultados gerados possam contribuir para ampliar o corpo de conhecimentos acerca da cultura cigana e fomentar o desenvolvimento de políticas públicas focalizando as demandas dessa população, bem como auxiliar na desmistificação dos estereótipos negativos largamente difundidos no imaginário social, núcleo do preconceito e da violência contra essa etnia.

Data de início: 2012-07-01
Prazo (meses): 24

Participantes:

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Coordenador Mariana Bonomo
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