A beleza está nos olhos de quem vê? Uma investigação sobre auto-objetificação feminina, etnia e mídia

Resumo: A objetificação sexual ocorre quando um corpo ou partes dele, ou sua função sexual, são reduzidos ao status de instrumentos e identificados como representantes do próprio indivíduo (Bartky, 1990 citado por Fredrickson & Roberts, 1997). “Em outras palavras, quando objetificadas sexualmente, mulheres são tratadas como corpos – e em particular, como corpos que existem para o prazer de outros.” (Fredrickson & Roberts, 1997, p.3).
A teoria da objetificação (Fredrickson e Roberts, 1997) aponta que as mulheres aprendem desde a infância que seus corpos são objetos de constante observação, avaliação e potencial objetificação sexual e propõe que, eventualmente, esse ambiente cultural objetificante leva meninas e mulheres a introjetarem esse comportamento e a tratarem a si próprias como objetos a serem olhados e avaliados de acordo com sua aparência. A auto-objetificação é manifesta por uma vigilância corporal persistente ou o monitoramento frequente da aparência exterior do corpo (Fredrickson & Roberts, 1997).
Esta associação entre beleza, magreza, sexualidade e objetificação levam a consequências graves. Uma ampla literatura demonstra que a auto-objetificação feminina causa efeitos como maior vergonha corporal, maior ansiedade em relação a aparência, maiores sentimentos de baixa autoestima, menor desempenho cognitivo, redução ou interrupção da consciência dos estados corporais internos e dos estados de alta motivação (flow experiences), aumentando os riscos de disfunção sexual, depressão, transtornos alimentares e abuso de substâncias.

Data de início: 2013-03-04
Prazo (meses): 20

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Aluno Mestrado Carolina Piazzarollo Loureiro
Coordenador Valeschka Martins Guerra
Acesso à informação
Transparência Pública

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