Acompanhamento de famílias denunciadas por motivos de negligência: vínculos e rupturas

Resumo: Vasconcelos, Yunes e Garcia (2009) revelam a importância da coesão familiar para manutenção dos vínculos familiares. Portanto, a retirada dos filhos da convivência familiar, além de não resolver os problemas das crianças e adolescentes, pode submeter à família a mais uma situação de sofrimento pelo afastamento do seu filho. Uma alternativa então seria a intervenção direta sobre as famílias, adotando-se medidas para inseri-las em uma rede de proteção social, evitando a separação das crianças e adolescentes de seus familiares por meio do acolhimento institucional contribuindo para a ruptura, às vezes definitiva, dos vínculos familiares. Desta maneira, questiona-se: De que forma a vivência de violência afeta a convivência da criança com a sua família? Como é a percepção das figuras parentais após a vitimização? Quais impactos a medida de proteção de acolhimento institucional perpetram na convivência familiar destas crianças? Quais as diferenças para a vida das crianças nos casos que foram ou não afastados da família? Torna-se importante compreender, portanto, de forma aprofundada, a convivência familiar de crianças vítimas de negligência, verificando como se estrutura a rede de apoio destas famílias para o enfrentamento desta situação, além de comparar situações em que ocorreu e não ocorreu o afastamento da criança do convívio familiar por medida de proteção, utilizando-se para isto a Teoria Bioecológica de Bronfenbenner (1998). Para isso, pretende-se fazer o acompanhamento de famílias denunciadas ao Conselho Tutelar por motivo de negligência, em casos em que houve e não houve o afastamento da criança do convívio familiar por motivo de negligência. Estas serão acompanhadas durante o período de seis meses, a partir da inserção ecológica, e serão utilizados como instrumentos de coleta de dados Mapa dos Cinco Campos (SAMUELSSON; THERNULUND; RINGSTRÖM, 1996, adaptado por HOPPE, 1998, como citado em SIQUEIRA, DELL’AGLIO, 2012) e entrevistas semi-estruturadas. Espera-se com esta pesquisa, produzir conhecimento para otimizar a assistência direcionada a esse seguimento social.

Data de início: 2013-05-01
Prazo (meses): 24

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Aluno Doutorado Carolina Oliveira de Brito
Coordenador Edinete Maria Rosa
Acesso à informação
Transparência Pública

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